Bip-news

Somos um dos blogs mais antigos da cidade de Belém do Pará, voltado para notícias cotidianas da cidade, do Estado, do País e do mundo e de todos os tipos

sexta-feira, 29 de junho de 2018


Padre Bruno Sechi: 50 anos de vida sacerdotal


Padre Bruno Sechi, um dos ícones da Arquidiocese de Belém por seu trabalho como pároco atualmente em São João Paulo II, como fundador da República do Pequeno Vendedor (Emaús) e presidente da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese, completa, nesta data, 50 anos de vida sacerdotal.
Para ele a festa começou ontem de manhã, durante missa no BATALHÃO DE POLÍCIA AMBIENTAL (BPA), organizada pela Comunidade de Oração Senhora Sant'Ana, coordenada pela missionária Nazaré Sarmento, minha esposa, com apoio de nosso comandante, o Coronel Biloia, auxiliado pela Major Patrícia e Cabos Michelle e Paraense, entre outros policiais militares que com tanto carinho nos recebem.
A missão começou cedo, desde o organizar o lanche até preparar o altar para o Santíssimo Sacramento.
Coronel Biloia parabenizou Padre Bruno Sechi e todos nós também estamos felizes por termos à nossa frente um sacerdote de tal magnitude.
A missa no BPA acontece sempre na última quinta-feira do mês. Hoje, a missa solene será na paróquia, a partir das 19h e, desde já, todos estão convidados. Nas fotos, mostramos alguns detalhes desta festa benfazeja.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Filho de peixão é peixinho na política corrupta

OS MODOS NÃO MUDAM NEM MESMO COM TANTOS ESCÂNDALOS
Um certo candidato ao governo do Pará, filho de velho “coroné” da política, foi a uma cidade do nordeste do Estado para articular com os vereadores locais apoio para sua candidatura. Um dos pares perguntou-lhe como o coronelzinho o convenceria a pular para o seu grupo. Então, o pré-candidato, que já faz campanha extemporânea há tempos sob vistas grossas do TRE e do Ministério Público Eleitoral paraenses saiu-se com esta:
- Olha, amigo, você vindo para o meu lado, e você sabe que eu vou ser governador deste Estado com certeza, você estará integrando um grupo importante da política, será muito bem lembrado, muito bem recompensado; terá vez no meu governo - e piriri, pororó.
O vereador, que afirma de sua intenção de largar a política por não compactuar com safadezas e acordos inescrupulosos, resolveu continuar em seu grupo, sem direito a nada, mas com direito a consciência limpa e longe da corrupção.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

A alegria da partilha e da paz de espírito


Final de semana prolongado, o chamado Feriadão de Corpus Christi, bastante proveitoso sob todos os aspectos. Como costumamos dizer sempre, podemos fazer um turbilhão de coisas ao mesmo tempo e, dessa gama de atividades, buscar a diversão, a satisfação pessoal e o próprio ato de fazer missão; não a missão propriamente dita, do sentido bíblico, religioso, mas a missão de também trabalhar no dia a dia, de visitar e compartilhar informações, trocar informações, receber lições.
E nesse fim de semana encerrado ontem, as coisas decorreram assim. Idas a supermercados, shoppings, não para as compras, mas para os pagamentos; o encontro com amigos ou conhecidos; o encontro de novidades e até os momentos tensos.
Estando na estrada, na missão do trabalho jornalístico da nossa Ronabar Comunicação e também do lazer, ontem, um infeliz, desses apressadinhos do trânsito, louco do volante, dirigindo um ônibus da empresa Guanabara, quase nos jogava para o canteiro central da BR-316 ao fazer uma ultrapassagem no mínimo imprudente, em alta velocidade, cortando nossa frente. Não fosse a experiência ao volante, e estaríamos agora sabe lá Deus como. Mas...enfim, e seguimos trecho.
Fizemos duas visitas gratificantes. Interessante a nossa cultura: no Pará, onde se chega, alguém nos oferece um cafezinho. Somos sempre bem recebidos, pedem pra ficarmos mais um pouquinho. As pessoas têm vontade de estarem conosco. Em alguns locais ainda não chegou a modernice de se pedir a senha do “Wi-Fi”. Visitamos pessoas que nos são caras, Dona Nazaré do Petróleo e Dona Ray Cezar. Momentos deliciosos para se saborear o cafezinho quente da tarde quente que foi o dia de ontem em Mosqueiro. Achar graça, contar histórias e ouvir histórias que passaram pelos cenários da igreja, da política paraorara; rever os amigos, compartilhar.
Não se pode dizer que foi um fim de semana sem perspectivas, afinal, sempre é bom sair dos muros da mesmice, do mundo particular, individualista para estar em contato com as pessoas, e depois, voltar para casa, passando por aquele engarrafamento sem explicação da BR desde a entrada da Estrada de Mosqueiro até a entrada de Marituba. Na chegada, o riso e a felicidade da Victtorya a nos receber cheia de saudades e perguntando por que não a levamos. Jantamos juntos, com a filha Cláudia e formos, assim, ter o devido e merecido (eu acho!) descanso para começar uma nova batalha pela vida, pela sobrevivência nesses Brasis.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Caminhoneiros tiram a prova dos 9

Zé Francisco
A manifestação dos carreteiros e caminhoneiros brasileiros que chega ao quinto dia nesta sexta-feira é a prova dos 9 de que uma categoria unida pode chegar a grandes conquistas. Eles, praticamente sozinhos, pararam o Brasil, mexeram com a economia em todos os sentidos, inclusive provocando o desabastecimento de alimentos em alguns pontos, o que levou o poderoso governo federal com sua máquina a pedir arrego em relação aos aumentos diários dos combustíveis, numa política que vinha mantendo, por meio da Petrobras, em fazer reajustes conforme a variação internacional do dólar e a dizer que os índices de inflação estão controlados.
Na noite de ontem foi anunciado um acordo, mas a categoria dos carreteiros e caminhoneiros não acreditou, não aceitou e, assim, o movimento continua no dia de hoje.
Essa categoria está sendo heroína no que diz respeito a frear os abusivos aumentos e avalanche de impostos sobre a população, especialmente os mais pobres, os que mais sofrem, porque não tem de onde tirar nada. Era, neste momento, para as categorias trabalhadoras de todos os segmentos se unirem a esses heróis do povo e paralisar tudo, porque nunca fomos tão massacrados.
Enquanto o governo afirma que a inflação não passou dos dois dígitos, tem-se aumentos abusivos das contas de luz, água, telefonia, transportes, combustíveis e alimentos, especialmente as proteínas como carne, peixe e frango. O recuo, na cesta básica, ficou apenas por conta dos cereais.
Acredito que esse recuo do governo, ao pedir trégua, mostra claramente que realmente o brasileiro pode fazer grandes transformações. A movimentação dos carreteiros e caminhoneiros, de sobremaneira, vai causar grandes transtornos neste momento, porém, o resultado será de benefícios para toda a coletividade, afinal, há a máxima de que, muitas vezes, é preciso dar um passo atrás pra poder avançar cinco à frente.

*O autor é Bacharel em Direito, presidente da UGT PARÁ e da FETRACOM-PA/AP, e dirigente nacional da UGT e da CNTC

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Por um legislativo renovado

Nas eleições de 2016 a população brasileira deu um passo à frente renovando em grande parte o legislativo municipal e até o comando das prefeituras. Agora é mister que renovemos o legislativo estadual e federal, se possível, 100%, porque essa turma que está aí, já provou não ter comprometimento com o bem-estar da população e o desenvolvimento do país.
A prova disso está a aprovação da nova Legislação Trabalhista, que cortou direitos dos trabalhadores em função de um projeto que prejudica sobremaneira toda a população do Brasil. Esse projeto destruidor será concluído pelo atual governo, caso seja aprovada a Reforma Previdenciária, que aumenta a idade de contribuição para tempo de aposentadoria, com mínimo de 25 anos e mais de 40 anos de contribuição para que a pessoa se aposente por tempo de trabalho. São as reformas do retrocesso.
É bem verdade que a descoberta dos covis de corrupção tem deixado esses políticos com o rabo entre as pernas, já que alguns deles foram postos na cadeia, perderam o mandato, perderam o foro privilegiado. Houve grande avanço. Todavia, o grande avanço virá nas urnas, quando a população tem o poder de contratar e demitir, e eu vejo que essa turma que aí está não merece continuar "empregada" com os gordos salários de marajá e mordomias que financiam a miséria, a pobreza extrema, o desemprego, o péssimo sistema de saúde, as enormes filas, o transporte público de péssima qualidade, os altos custos de serviços como combustíveis, água, luz, telefone, tristeza, angústia e desespero de milhares de brasileiros que não tomaram café até agora e nem sabem se vão colocar ainda hoje um pedaço de pão na boca.
Precisamos mudar para avançar.

quinta-feira, 8 de março de 2018

Voo MH370: mistério de 4 anos

Da Redação, com agências e portais
Um mistério e, ao mesmo tempo, um desafio: por que, em pleno século XXI, uma ultramoderna aeronave some diante dos radares e dos olhos de experientes controladores de voos do mundo

Nesta data, 8 de março, completam-se 1.460 dias, ou quatro anos, do desaparecimento misterioso do Boeing 777-200ER,  matrícula 9M-MRO, da Malaysia Arlines, que decolou do Aeroporto Internacional de Kuala Lampur, na Malásia, com destino a Pequim, na China com 227 passageiros e 12 tripulantes de diferentes nacionalidades, a maioria, chineses. A aeronave, uma das mais modernas em uso pelas principais companhias aéreas do mundo, evaporou-se sem deixar uma pista sequer, a não ser, indícios de que teria mudado de curso e navegado horas a fio sobre o oceano Índico até desaparecer de vez com 239 almas, cujas famílias aguardam, até hoje, por respostas e pelo resgate dos corpos que poderão, assim, ser sepultados com dignidade, o que, talvez, jamais aconteça.
Em junho deste ano, terão se completado 70.560.000 km² de buscas envolvendo vários países a partir da Austrália no fundo do Oceano Índico. Destroços que seriam de um avião semelhante ao Boeing desaparecido foram localizados em praias da Austrália e da África, porém, o corpo da aeronave é uma incógnita.
Tratava-se do voo MH370, que partiu à meia-noite e 40 minutos de sábado de Kuala Lampur rumo a Pequim. Em Brasília eram, precisamente, 11h40 da manhã de sexta-feira. No comando do moderno jato estava o piloto Zaharie Ahmad Shah, de 53 anos, veterano da Malaysia, onde estava trabalhando desde 1981 e que tinha bastante horas de voo e experiência no Boeing 777-200ER

GRAVAÇÕES
Controle de voo: "Malaysia 370, contate Ho Chi Minh 120 decimal 9. Boa noite".
Piloto: "Boa noite. Malaysia 370".
À uma hora, 24 minutos e quatro segundos, os controladores da Malásia viram, pelo radar secundário, o avião passar pelo ponto fixo Igari. Nove segundos depois, o transponder do avião, crucial para a visibilidade no radar secundário, parou de funcionar.
Segundo as investigações realizadas pelas autoridades malaias, chinesas e australianas, além de técnicos da Malaysia Airlines, os pilotos não fizeram contato com o controle do Vietnã. E o Boeing 777 nunca mais foi visto no radar secundário. Dezessete minutos se passaram até os controladores do Vietnã contarem seus parceiros da Malásia perguntando pelo avião.
Antes desses acontecimentos, os procedimentos decorreram de forma normal:
Controle do voo: "Malaysia 370, solicite o seu nível".
Piloto: "370, estamos prontos. Malaysia solicita nível 350 para Pequim".
Controle do voo: "370, pista 32 direita liberada para decolagem".
Piloto: "OK, pista 32 direita, liberada para a decolagem. Obrigado. Boa Noite".

CUSTOS
No ano passado, as informações davam conta de que esta foi uma das mais caras operações de busca e resgate já realizada na face da terra. Com custo de US$ 159 milhões, o esforço não resultou em nenhuma pista do local da queda. Planos para resgate dos destroços e, eventualmente, dos gravadores de dados de voo e de voz da cabine foram finalizados e envolveram agências malaias e australianas.
As teorias para o ocorrido são as mais diversas. Na verdade, operadores que estiveram à frente das operações se dividem entre aqueles que acreditam que o MH370 sofreu uma falha catastrófica e os que apostam que o Boeing 777-200ER foi desviado de sua rota original, passando a voar sem rumo sobre o Oceano Índico, numa missão suicida.
Uma das hipóteses mais discutidas, é quanto a uma despressurização no avião que teria deixado inconscientes a tripulação e os passageiros, que morreram sem oxigênio e teriam voado em suas posições até acabar o combustível e o Boeing fazer um mergulho sinistro e catastrófico às profundezas em algum ponto remoto do Índico. O aparelho teria navegado por horas sob o piloto automático e dados técnicos comprovam que isso teria, de fato acontecido. A tecnologia, entretanto, não conseguiu, até então, determinar em que ponto o MH370 seguiu feito um avião fantasma.

Navio participa da milionária busca aos destroços ao indícios sobre o Boeing 777-200 da Malaysia Airlines


MAIS BUSCAS

No começo deste ano, Malásia concordou em pagar US$ 70 milhões à empresa Ocean Infinity se achasse os restos do Boeing 777 dentro de 90 dias. A embarcação especializada nesse tipo de trabalho, o navio norueguês Seabed Constructor, reiniciou o trabalho a 23 de janeiro, atuando em uma área de 25.000 km², perto da zona explorada anteriormente, no sul do Oceano Índico. A redução no perímetro de busca se baseia nos dados obtidos com os destroços, como espécies de vida marinha localizadas na superfície dos fragmentos encontrados, aliado a suposta área de maior chance de sobrevoo nos minutos finais.
A Ocean Infinity realizou um contrato de "no cure no pay" (se não salvar, não recebe), comum na indústria de recuperação de navios naufragadas. A missão inclui 90 dias de busca marítima, desconsiderando as paradas de reabastecimento, que ocorrem a cada 26 dias. O Seabed Constructor dispõe de diversos submarinos autônomos e sistemas de mapeamento do leito submarino, a empresa espera obter ao menos alguma pista do local onde se encontra a maior parte dos destroços. O navio completou a primeira etapa das buscas, cobrindo 8.200 km², sem obter nenhum dado novo. Agora a embarcação se desloca para uma nova área. A previsão é que os trabalhos sejam encerrados em meados de junho, quando oficialmente encerra-se a busca pelo avião.