terça-feira, 29 de novembro de 2016

Atleta paraense entre as vítimas da tragédia com avião que levava delegação da Chapecoense

Aeronave acidentada na madrugada de hoje provocando as mortes de 76 pessoas entre jogadores, jornalistas e tripulação


ALÉM DE LUCAS GOMES, QUE JOGOU PELA TUNA LUSO-BRASILEIRA, TAMBÉM MORREU BRUNO RANGEL, QUE JOGOU PELO PAYSANDU ESPORTE CLUBE

O paraense Lucas Gomes, natural do município de Bragança, no nordeste do Pará, está entre as vítimas fatais da tragédia envolvendo o avião da LAMIA, empresa aérea da Colômbia que caiu no começo da madrugada de hoje quando estava a pouco mais de trinta quilômetros do aeroporto de Medellin. A família foi comunicada oficialmente nesta manhã pela direção da Chapecoense, cujo plantel jogaria amanhã pela semifinal da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional.
Além de Lucas Gomes, que jogou pela Tuna Luso-Brasileira, também outro jogador conhecido do paraense, Bruno Rangel, que jogou pelo Paysandu Esporte Clube, faleceu na queda do avião. Em decorrência, o clube paraense também decretou luto oficial.
A notícia da queda da aeronave deixa o mundo esportivo de luto, pois esta é considerada a maior tragédia envolvendo uma delegação de atletas. O presidente Michel Temer decretou luto oficial de três dias e determinou que a Força Aérea Brasileira disponibilize aeronaves para levar familiares das vítimas para a Colômbia, bem como, para fazer o traslado dos brasileiros mortos para serem sepultados em suas terras natais.
Além dos jogadores, também um grupo de 21 jornalistas de vários veículos de imprensa perderam a vida no acidente. A Federação Nacional dos Jornalistas - FENAJ e os sindicatos da categoria em todo o Brasil estão mobilizados em apoio às famílias enlutadas.
Seguem, abaixo, maiores detalhes acerca do acidente, com informações de várias agências de notícias e portais.

AVIÃO DA CHAPECOENSE LEVAVA

21 PROFISSIONAIS DE IMPRENSA

Da Agência Ansa com Agência Brasil
Autoridades colombianas disseram hoje (29) que, entre os 76 mortos do acidente aéreo com o avião da Chapecoense, há 21 jornalistas e representantes da imprensa e nove tripulantes, além dos jogadores e dirigentes esportivos. As equipes de impresa são das emissoras Fox e Globo, além de canais de rádio. As informações são da agência de notícias Ansa.
Ao menos 22 jogadores da Chapecoense estavam no avião que caiu na noite de ontem no município de La Ceja, perto de Medellín, onde a equipe catarinense disputaria a final da Copa Sul-Americana.
Dos atletas, sobreviveram apenas os goleiros Danilo e Jackson Follmann e o lateral Alan Ruschel. Todo o restante morreu na tragédia.
As vítimas do elenco são os laterais Giménez, Dener e Caramelo; os zagueiros Marcelo, Filipe Machado, Thiego e Neto; os meio-campistas Josimar, Gil, Sérgio Manoel, Matheus Biteco, Cleber Santana e Arthur Maia; e os atacantes Kempes, Ananias, Lucas Gomes, Tiaguinho, Bruno Rangel e Canela.
Alguns atletas não embarcaram com a delegação, como Neném, Hyoran, Martinucico, Nivaldo, Rafael Lima e Demerson, que não vinham sendo usados pelo técnico Caio Júnior, que também faleceu. O prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, estava na lista de convidados do clube, mas não viajou.

Saiba Mais

Entre os 72 passageiros, além dos 22 jogadores, havia 18 membros da comissão técnica, oito da diretoria, três convidados, incluindo o presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim Peixoto Filho, e 21 representantes da imprensa, inclusive o ex-jogador e ex-técnico Mário Sérgio, comentarista dos canais Fox Sports.
Confira a lista de passageiros do voo:
Atletas:
1. Danilo
2. Gimenez
3. Bruno Rangel
4. Marcelo
5. Lucas Gomes
6. Sergio Manoel
7. Felipe Machado
8. Matheus Biteco
9. Cleber Santana
10. Alan Ruschel
11. William Thiego
12. Tiaguinho
13. Neto
14. Josimar
15. Dener
16. Gil
17. Ananias
18. Kempes
19. Follmann
20. Arthur Maia
21. Mateus Caramelo
22. Aílton Canela
Comissão técnica:
22. Caio Júnior
23. Duca
24. Pipe Grohs
25. Anderson Paixão
26. Anderson Martins
27. Dr. Marcio
28. Gobbato
29. Cocada
30. Serginho
31. Serginho
32. Adriano
33. Cleberson Silva
34. Maurinho
35. Cadu
36. Chinho di Domenico
37. Sandro Pallaoro
38. Cezinha
39. Giba
Diretoria:
40. Plínio D. de Nes Filho
41. Nilson Folle Júnior
42. Decio Burtet Filho
43. Edir de Marco
44. Ricardo Porto
45. Mauro dal Bello
46. Jandir Bordignon
47. Dávi Barela Dávi
Convidados:
48. Delfim Peixoto Filho
49. Luciano Buligon
50. Gelson Meisão
Imprensa:
51. Victorino Chermont
52. Rodrigo Gonçalves
53. Devair Paschoalon
54. Lilacio Júnior
55. Paulo Clement
56. Mario Sergio Paiva
57. Guilher Marques
58. Ari Júnior
59. Guilherme Laars
60. Giovane Klein
61. Bruno Silva
62. Djalma Neto
63. Adré Podiacki
64. Laion Espindula
65. Rafael Henzel
66. Renan Agnolin
67. Fernando Schardong
68. Edson Ebeliny
69. Gelson Galiotto
70. Douglas Dorneles
71. Jacir Biavatti

POLÍCIA COLOMBIANA CONFIRMA 76 MORTES NO ACIDENTE
A polícia colombiana confirmou que 76 pessoas que estavam a bordo do avião que levava o time da Chapecoense morreram no acidente ocorrido nesta madrugada (29). As informações são da agência Ansa.
O avião que levava o time da Chapecoense sofreu um acidente na madrugada desta terça-feira (29), na Colômbia, com 81 pessoas a bordo, sendo 72 passageiros e nove tripulantes.
Entre as pessoas que estavam na aeronave, havia jogadores, dirigentes esportivos e jornalistas. O avião era um British Aerospace 146, gerenciado pela companhia boliviana Lamia.
Ele teria desaparecido do radar e feito um pouso forçado, devido a uma falha elétrica, em Cerro Gordo, nas proximidades da cidade de La Unión. Fontes locais dizem que a aeronave estava a apenas cinco minutos de voo do aeroporto mais próximo, mas o piloto decidiu arriscar o pouso antes.
Ele teria, inclusive, esvaziado os tanques de combustível para evitar uma explosão. O avião, que havia decolado de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, tinha como destino final o município colombiano de Medellín, onde a Chapecoense disputaria as finais da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional, amanhã à noite.

REPERCUSÕES

A imprensa internacional dá hoje (29) grande destaque à queda de um avião em Cerro Gordo, na Colômbia. O avião transportava 81 pessoas. Estavam a bordo 22 jogadores da Chapecoense, time de futebol de Santa Catarina.
Segundo as informações do jornal britânico The Guardian, o avião perdeu o contato com controladores de terra à meia-noite (horário local) e provavelmente tentou fazer uma aterrissagem forçada. Pelas informações ainda não confirmadas, o número de mortos pode passar de 75.
Emissoras de rádio e televisão dos Estados Unidos informaram que o avião vinha da Bolívia para o aeroporto de Medellín, na Colômbia, onde a  Chapecoense iria enfrentar o Atlético Nacional, de Medelin, em dois jogos finais da Copa Sul-Americana.
Cinco pessoas teriam sobrevivido, incluindo o jogador Alan Ruschel e o goleiro Danilo, que estão no hospital. As emissoras observam, porém, que ainda não há dados oficiais sobre o número de sobreviventes.
Vários jornalistas esportivos também estavam no voo, inclusive, o comentarista Mário Sergio, ex-jogador e ex-técnico de futebol.
Fortes chuvas estão dificultando os esforços de resgate, mas cerca de 90 trabalhadores de serviços de emergência estão agora no local do acidente. O prefeito de Medellín disse que o acidente foi "uma tragédia de proporções enormes".

COMBUSTÍVEL

O diretor-geral de Aeronáutica Civil (Aerocivil) da Colômbia, Alfredo Bocanegra, afirmou que não há evidência de combustível na aeronave que se acidentou com a equipe da Chapecoense, próximo à cidade de Medellín. A informação foi divulgada por meio do perfil da Aeronáutica Civil da Colômbia (Aerocivil) no Twitter.
Segundo a Aerocivil, no entanto, os dados e informações sobre o acidente ainda estão sendo recolhidos para que seja iniciada uma investigação. De acordo com Bocanegra, a aeronave foi declarada como desaparecida às 21h54, no horário de Medellín (0h54, no horário de Brasília).

HISTÓRICO

A avião que caiu com a delegação da Chapecoense enquanto viajava para Medellín, Colômbia, local do primeiro jogo da decisão da Copa Sul-Americana, era um BAe 146 (RJ-85) da empresa venezuelana Lamia (Línea Aérea Mérida Internacional de Aviación). O avião, que desapareceu do radar nas cercanias da cidade de La Unión, transportava 81 pessoas, sendo 72 passageiros e sete tripulantes.
BAe 146 envolvido no acidente
Foto: Keithnewsome Airport-Data

A Lamia é uma empresa com sede na Velezuela e que possui operações na Bolívia, onde foi registrado o avião envolvido no acidente. A aeronave, matricula CP-2933, realizou o primeiro voo em março de 1999, sendo entregue no mesmo mês para a norte-americana Northwest (Mesaba), onde voou até meados de 2006. No ano seguinte, foi repassado a CityJet, e vendido a Lamia da Venezuela em 2013. Em fevereiro de 2014, a aeronave foi transferida para a Lamia boliviana, onde operava desde então.
O BAe 146 é um avião regional quadrimotor produzido pela British Aerospace entre 1983 e 2002. A aeronave surgiu como uma das pioneiras no segmento, oferecendo capacidade inferior aos 100 assentos, com propulsão a jato e custos operacionais ligeiramente superiores aos grandes turbo-hélices que ainda eram operados na época, como o Lockheed Electra. Ao logo de 17 anos, o fabricante lançou três gerações do modelo, que ao total acumularam 387 aeronaves produzidas.
O BAe 146-200 surgiu em 1982, logo após o primeiro voo do BAe 146-100, contando com uma fuselagem alongada em 2,41 m e impulsionado pelos motores Textron Lycoming LF 507. Em 1993, já dentro da nova estrutura comercial da BAe System, a Avro International redesigna o modelo como RJ85, realizando algumas melhorias de projeto, assim como um novo layout de cabine que pertiu o transporte de até 112 passageiros.
A família BAe 146 não resistiu à chegada de modelos mais econômicos como a série CRJ da Bombardier e posteriormente aos Embraer E-Jets. Embora tivesse uma capacidade ligeiramente superior aos novos rivais, seus quatro motores e as dificuldades de venda dos britânicos levaram ao encerramento do projeto em 2002.
De acordo com informações iniciais, o Chapecoense havia tentado fretar o avião partindo de São Paulo, mas foi vetado pela ANAC. A Lamia é uma pequena empresa com sede em Mérida, Venezuela, sem tradição no transporte aéreo e que opera uma frota composta por três RJ-85, enquanto sua divisão boliviana operava uma aeronave, a que está envolvida no acidente.
No website da empresa existe um alerta para a busca de sócios, demonstrando a falta de recursos da pequena companhia aérea. Atualmente a Venezuela não possui nenhuma empresa de aviação regular expressiva e as poucas que mantém sede no país sofrem com a falta de recursos e com a grave crise econômica.

O acidente

De acordo com as autoridades colombianas, chovia na região de Medellín e a aeronave caiu numa região de montanhas no entorno da cidade. Embora seja uma informação preliminar, as autoridades de aviação não descartam uma queda por pane seca. Por ora, as equipes de buscam afirmam que a aeronave não explodiu na queda e que alguns sobreviventes já foram resgatados.
Embora alguns veículos de comunicação tenham afirmado que o piloto teria "alijado" o combustível, o BAe 146 em todas as suas versões, não conta com o sistema de dump fuel, que permite aliviar a quantidade de combustível presente nos tanques.
Os sobreviventes estão sendo levados para dois hospitais da região próxima ao aeroporto Jose Maria Córdoba, em Rionegro, nas imediações de Medellín.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Vereadores de Abaetetuba aprovam aumento de salários para si próprios. Reajuste é de 50%.

Os vereadores do município de Abaetetuba, região do Baixo-Tocantins, no nordeste do Pará, aprovaram aumento de cerca de 50% sobre seus atuais vencimentos de R$ 8 mil e passarão a receber, já no próximo mês, salários de R$ 12 mil.
O reajuste de salários ocorre num momento de aperto financeiro em todo o Brasil, quando nunca se ouviu tanto falar de contenção de gastos como agora e que o desemprego é crescente, segundo levantamento da União Geral dos Trabalhadores - UGT.
A questão do reajuste dos salários dos vereadores de Abaetetuba é polêmica e já vinha se arrastando há algum tempo.
Na sessão de ontem, quando foi aprovado o absurdo reajuste, dos 15 edis, quatro não compareceram, dois foram contra e um se absteve.
Há dois meses, revoltados com a possibilidade dos vereadores concederem a si mesmos aumentos de salários, dezenas de abaetetubenses invadiram a sede da Câmara Municipal, mas agora o reajuste já foi aprovado por apenas oito parlamentares.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Catamarã encalha na Baía do Marajó

Um catamarã que saiu do Porto Bom Jesus, na Estrada Nova, em Belém, com destino a Breves, na manhã desta quinta-feira, por volta das 8h, encalhou na Baía do Marajó e danificou a hélice. Em decorrência, a embarcação está voltando.
Passageiros reclamam que têm compromissos agendados para hoje e amanhã em Breves, que pagam passagem cara e estão prejudicados. Dizem que toda vez acontecem coisas assim nas viagens para cidades do Marajó e que ninguém toma providências. Outra embarcação sairá novamente na noite de hoje para aquela cidade marajoara.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Pará recebia 400 mil frangos estragados por mês

Um dos veículos apreendidos durante fiscalização da Adepará com apoio da Apav nas rotas clandestinas do frango podre
Carregamentos apreendidos durante fiscalizações das autoridades sanitárias nas rotas clandestinas


Carga apreendida abasteceria mercados do interior
A Polícia Civil do Pará investiga a ação de organização criminosa especializada na importação de frango vivo procedente dos estados do Maranhão e Tocantins impróprio para o consumo humano e animal. A ação consiste na liberação, distribuição e venda ao consumidor final, de frangos vivos transportados sem a documentação sanitária e fiscal exigidas pelos órgãos de fiscalização, o que configura crimes contra a saúde pública, relações de consumo e a economia popular, pois o produto, quando apreendido, é condenado e destruído pelos serviços de inspeção estadual e federal, sendo seu rejeito utilizado para fins não alimentícios, como na fabricação de sabão, etc.
As ações da organização são investigadas pela Divisão de Investigações e Operações Especiais (DIOE), após provocação da Associação Paraense de Avicultores (APAV), que revelou como funciona o esquema de liberação de frangos por grande empresa produtora no Maranhão e Tocantins, passando pelo transporte por rotas clandestinas e sem controle fiscal ou sanitário, sendo distribuído para comerciantes de municípios paraenses que vendem o rejeito de frango vivo para o consumidor final sem saber, por exemplo, se os animais são vacinados e livres de doenças, segundo informou o advogado da APAV, Leonardo Carvalho. Ele explicou que para a criação e comercialização de frango vivo, resfriado ou congelado no Estado, há várias exigências previstas na legislação sanitária e de defeso federal e do Estado a partir de diretrizes fixadas pelo Programa Nacional de Sanidade Avícola, cuja fiscalização é por órgãos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará). Essas ações visam impedir a proliferação de epidemias e surtos de doenças como a gripe aviária e a doença de newcastle, além da evolução do status sanitário do Estado e do País, já que o Brasil é um dos maiores produtores de frangos do mundo. A distribuição de frangos vindos de produtores e granjas clandestinas configura, além de infrações administrativas, crimes graves e que devem ser repreendidos pelas ações da Polícia Civil e do Ministério Público, acrescentou Leonardo Carvalho.
Neyvaldo Silva disse que as investigações estão sob a coordenação do delegado Aurélio Paiva, que indiciou o principal articulador do esquema, Carlos Marques de Oliveira.
De acordo com o delegado Aurélio Paiva, o produto é condenado pelos órgãos de vigilância sanitária do Maranhão e Tocantins, porém, é aproveitado por grupos paraenses que o repassam ao consumidor por preços bem abaixo dos praticados no mercado em feiras livres e pontos de abate de municípios em micro regiões como de Cametá, Paragominas, Tomé-Açu, Marabá e Parauapebas, onde o comerciante Carlos Marques de Oliveira tem pontos de venda e ramificações com outros comerciantes. O policial investiga ainda se parte do frango clandestino não vendido vivo, estaria sendo resfriado ou congelado e vendido nos estabelecimentos comerciais da capital e interior do Estado. “É por isso que a gente sempre encontra frango com preço mais barato em alguns pontos da cidade. O consumidor não sabe a procedência, mas pode estar adquirindo um produto impróprio que poderá lhe causar doenças graves depois”, acrescentou o policial.
Neyvaldo Silva explicou que os fatos foram descobertos durante operações de fiscalização rotineira encetadas nas fronteiras do Estado pela Adepará e Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), que só no ano passado apreenderam mais de 35 mil frangos impróprios para consumo. Neste ano, a DIOE já apreendeu três carretas de empresas de Carlos Marques de Oliveira e 12.660 frangos que estavam sendo transportados sem os documentos sanitários exigidos, como a Guia de Transporte Animal (GTA), Boletim Sanitário (BS) e a Ficha do Lote (FL), que atestam a validade do produto para consumo humano e animal. As cargas apreendidas foram encaminhadas para inspeção e destruição e os veículos com os motoristas conduzidos à DIOE para a tomada de depoimentos.
A polícia civil acredita que chegue a 400 mil o número de frangos clandestinos vivos que entram no Pará todos os anos, sendo em grande parte transportados pelo esquema encabeçado por Carlos Marques de Oliveira.
Conforme disse o delegado Aurélio Paiva, o empresário indiciado possui rede de negócios ampla e estruturada, com mais de 40 caminhões próprios que transportam os frangos para granjas de parceiros de vários municípios que os estocam e distribuem para pontos comerciais clandestinos de abate e venda no Pará, tendo Carlos Marques várias micro empresas registradas em seu nome, mas, além de tudo, não recolhendo os tributos referentes às comercializações.
Aurélio disse que a carga entrava clandestinamente, em geral, com os motoristas fugindo dos corredores sanitários, que são rotas obrigatórias dos caminhões como forma de controle da fiscalização. Por isso, foram montadas operações em estradas utilizadas como rotas de fuga e, assim, ocorreram três apreensões que embasaram a instauração de inquéritos policiais que tramitam na DIOE. Constatada a irregularidade da carga pela vistoria dos órgãos de fiscalização, a Adepará e a DIOE a encaminhavam para abate e descarte junto a abatedouros legalizados com inspeção estadual e federal e com funcionamento regular no Pará.


Empresário vai responder por diversos crimes

Carlos Marques de Oliveira, que já foi ouvido na DIOE, foi indiciado inicialmente pelos crimes de formação de bando ou quadrilha, crime contra a saúde pública, contra as relações de consumo, contra a ordem tributária e por venda de produtos nocivos à saúde e transporte de carga de origem comprovadamente irregular. Ao relatar o inquérito para a Justiça, a polícia irá pedir a prisão preventiva do indiciado, que mesmo tendo caminhões apreendidos e não restituídos pelo Judiciário, continua com o esquema em funcionamento, falsificando documentos sanitários e relacionados às suas empresas como forma de manter o esquema em funcionamento.
A polícia apura também o envolvimento de agentes públicos no esquema, pois é fato que vários carregamentos continuam entrando no Estado sem ser fiscalizados.
Segundo a assessoria da Adepará, as ações de fiscalização e apreensão estão voltadas para garantir a saúde pública e a defesa sanitária do Estado. Por isso, fica difícil falar em impacto financeiro dessas apreensões, uma vez que contribuem, justamente, para resguardar a produção animal e vegetal paraense e, por consequência, a economia do Estado. Assim, as ações têm dois objetivos básicos, que são impedir a entrada e a disseminação de doenças e pragas exóticas, que possam causar prejuízos à economia do Estado, assim como verificar a conformidade do trânsito dos animais e seus produtos em relação à documentação e legislação vigentes, preservando a qualidade e a segurança alimentar da população paraense. Então, como se trata de carga inservível, não houve impacto financeiro para os cofres públicos.
Os dados que a Agência possui dizem respeito aos veículos fiscalizados. De janeiro a junho deste ano, a Adepará fiscalizou 22.654 veículos, com um montante considerável de animais de diversas espécies e produtos e subprodutos de origem animal e vegetal apreendidos.
Além do trabalho preventivo, que envolve controle de pragas e doenças, com orientação junto aos produtores, campanhas de vacinação e acompanhamento da qualidade da produção em todas as regiões do Estado, a Adepará também faz a fiscalização da defesa agropecuária no Estado, com 22 postos fixos instalados e estruturados em pontos estratégicos, como as fronteiras com outros Estados - Amazonas, Amapá, Maranhão, Tocantins e Mato grosso - que servem de barreira à entrada de pragas e doenças de origem animal. Além disso, também realiza fiscalizações volantes, ações feitas de forma tática e programadas em vicinais, estradas, rodoviárias, portos e aeroportos. Essas ações surpresa têm o objetivo de combater o trânsito ilegal ou irregular de animais e vegetais.
Contatada, a assessoria de comunicação social da Secretaria de Estado da Fazenda (SEFA) informou que o órgão faz o “controle de transporte de cargas em áreas de fronteira do Estado, e nesta atividade ocorre, algumas vezes, a apreensão de animal, como parte da rotina da fiscalização” e que, no momento, “não há operações específicas para este segmento”.
A empresa do acusado foi contatada, porém, não atendeu as ligações.
Fonte: O Liberal/Amazônia

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Dia do Comerciário é comemorado no Bancrévea

Festa dos comerciários na sede do Bancrévea. Foto de Cristina Nascimento
A festa contou com sorteio de brindes, torneio de futebol e muita animação patrocinada pela FETRACOM-PA/AP, SINTRAVAN, SEC-PA, SINTACETA, além do apoio da UGT-Pará, SINTCVAPA, SITCVAFEP e SOBCS-PA

O Dia do Comerciário é celebrado a 30 de outubro, porém, pelo acordo coletivo da categoria, a festa é tradicionalmente antecipada para a segunda-feira do Recírio. Neste ano, o evento se realizou na sede do Bancrévea, na Rodovia Mário Covas, município de Ananindeua, na Grande Belém e foi considerado um verdadeiro sucesso, segundo informou o presidente da UGT-Pará, sindicalista Zé Francisco, que também preside a Federação dos Trabalhadores no Comércio e Serviço dos Estados do Pará e Amapá – FETRACOM-PA/AP, uma das patrocinadoras do evento.
Todos os comerciários foram convidados, com suas famílias, a comparecerem para um dia de lazer que contou com a realização do 14º Torneio de Futebol, além da eleição da Miss Comerciária.
Durante a programação foram sorteados bicicletas, fornos micro-ondas e televisores. Associado que lá chegou e apresentou sua carteira pôde concorrer nos sorteios. Durante o dia todo, houve cervejada, feijoada e uma série de atrações, pois os presentes também podiam desfrutar de tudo o que oferece o Bancrévea em vários setores, como piscina, quadra de esportes etc.
A programação se encerrou por volta das 18h. “Quem esteve aqui viu que foi uma atração bacana e todo mundo se divertiu”, disse Jesiel Araújo, presidente do Sintaceta, um dos sindicatos filiados à UGT Pará e FETRACOM e que era promotor do evento.

PSM precisa de uma sindicância no setor de Urologia

Apesar das tentativas de melhoras no sistema de saúde, sabe-se que a situação ainda é muito crítica nos postos de saúde e prontos socorros de todas as partes deste país. No PSM da Travessa 14 de Março, o principal de Belém, há atendimento com médicos urologistas, porém, poucos são aqueles que, verdadeiramente, se interessam para que os pacientes fiquem curados dos problemas renais.
Há médicos e médicos ali. Há o médico interessado, que cuida direito do paciente, encaminha para um tratamento minucioso e há aqueles que passam medicação para dores e depois liberam a pessoa para voltar para casa e mais nada.
O resultado, é que as casas de saúde continuam lotadas, com pessoas sem leito, atendidas em macas. Uma pessoa me denunciou ontem que está com um filho acometido de crise renal aguda. O paciente já foi levado inúmeras vezes para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Sacramenta, mas ali, apenas estão tratando com remédios para dores.
Alguém tentou a possibilidade de transferir o doente para tratamento pelo PSM a fim de que, por ali, conseguisse encaminhamento para um hospital especializado, como o Gaspar Viana (Hospital das Clínicas), porém, o paciente foi recusado e aconselhado a permanecer na UPA com medicação apenas para dores.
Neste momento de campanha política, se fala muito em saúde, mas a situação continua caótica, dramática para quem sofre com toda sorte de males. Esta é a realidade dura, uma vergonha enquanto esse governo inútil e imoral cobre os rombos deixados pelos ladrões que estão nos gabinetes refrigerados.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Morre o Padre Jaime Sidônio, pároco de Sant'Ana

Missa de corpo presente na Igreja de Sant'Ana da Campina, presidida por Dom Alberto Taveira Corrêa, nesta manhã
Morreu, na noite de terça-feira, vítima de um provável infarto do miocárdio, o Cônego Jaime Barbosa Sidônio, que completaria no dia 13 de novembro, 69 anos. Natural de Muaná, no Marajó, o padre estava em sua casa, na Rua 28 de Setembro, no bairro do Reduto, quando possivelmente passou mal e veio a falecer. Seu corpo só foi localizado .por uma funcionária da Casa Paroquial ontem, por volta das 10h30.
Rito de encomendação do corpo do padre
A morte de Cônego Jaime tomou de surpresa todo o clero da Arquidiocese de Belém, assim como os fieis de Sant'Ana e das várias paróquias pelas quais o sacerdote passou, inclusive na Diocese de Santarém, no Oeste do Pará.
Depois de necropsiado no Instituto Médico Legal, órgão do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, o corpo foi liberado para velório que começou na Igreja de Sant'Ana, onde ele havia tomado posse como pároco, já na segunda vez em sua carreira sacerdotal, no dia 2 de fevereiro de 2014. Além de Pároco da segunda paróquia mais antiga de Belém, o religioso exercia, também, as atividades de Chanceler e Moderador da Cúria Metropolitana de Belém, Presidente do Cabido Catedral de Belém e Vigário Episcopal para a Vida Religiosa Consagrada.
Padres Beltrão e Jaime, no dia da posse
Na manhã de ontem, em uma igreja lotada de fieis e mais de 50 padres, diáconos e bispos, foi celebrada solene eucaristia presidida por Dom Alberto Taveira Corrêa, Arcebispo Metropolitano de Belém, que, em seguida, passou aos ritos de encomendação envolvendo todos os sacerdotes que se encontravam concelebrando com ele.
Por volta das 11h, sob aplausos de centenas de pessoas, além da emoção de familiares que se encontravam na igreja, o corpo do padre foi levado para um porto da Estrada Nova, de onde foi trasladado para a cidade de Muaná. Ali, outra missa de corpo presente foi celebrada ainda hoje e amanhã, Dom Teodoro Tavares Mendes celebra missa, faz a encomendação, quando o Cônego Jaime será sepultado no jazigo da família no cemitério local.

 
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