quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Portel vive as emoções da festividade de Nazaré

Com o tema "Mergulhemos na misericórdia do Senhor por meio de Maria", os católicos de Portel, na região do Marajó, vivem, desde a última sexta-feira, as emoções do Círio de Nazaré que, tempos atrás, recebeu a imagem peregrina de Nossa Senhora, a mesma que segue na berlinda pelas ruas de Belém.
De acordo com a coordenação da festa, que deve seguir até o próximo dia 28, neste ano, cerca de doze mil pessoas acompanharam a imagem da santa pelas ruas de Portel, desde a capela do Espírito Santo, na Vila Velha, até a igreja matriz de Nossa Senhora da Luz. A cidade está em festas e o povo está feliz, segundo o Padre Zezinho, frei agostiniano que pastoreia o rebanho católico portelense. As fotos são de drone de Ray Nonato/Ronabar Comunicações.




sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Dilma, um caso irreversível

Dilma Rousseff, a presidente afastada, e Michel Temer, o presidente interino, movem as baterias em busca de reverterem as situações em que se encontram. A presidente petista, afastada do cargo sob acusação de pedaladas fiscais e de manobras financeiras sem aprovação do Senado Federal, publicará carta sugerindo um plebiscito para saber se a população deseja que sejam feitas novas eleições e, ao mesmo tempo, reforçando a alegação de golpe contra a democracia. Temer, por sua vez, quer apressar a votação para o dia 25 ou 26 deste mês, a fim de tomar posse definitiva no cargo que ocupa e que finge desconhecer que não seja definitivo.
A população brasileira está pagando o pecado do erro em votar, o que, aliás, sempre aconteceu e tende a se repetir nas eleições municipais deste ano. Desemprego, inflação galopante, cesta básica com valores altos e abusivos, reajuste nas tarifas públicas de água, luz, combustíveis etc. São alguns dos maiores problemas enfrentado pelo sofrido povo brasileiro, sem se falar no descrédito nas instituições de todas as esferas.
Para completar, os movimentos sociais parecem estar completamente divididos - que não se pode negar que isso faz parte da democracia. Todavia, esse processo todo, do impeachment, a nível de Câmara dos Deputados, Senado Federal e Supremo Tribunal Federal, transcorre apenas como uma espécie de ritual, mas cujo resultado está definido: Temer ficará no poder e Dilma será defenestrada, seja pela cassação seja pela eventual renúncia da presidente afastada que, não se deve negar, se meteu numa situação irreversível pela penca de asneiras cometidas em seu governo, a corrupção na Petrobras e todos os desvios de verbas envolvendo os caciques especialmente do Partido dos Trabalhadores, a começar do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, que já é réu na Operação Lava Jato.
Mas, aqui, quero lembrar que o atual governo não foi eleito pela população; é do PMDB que governou com a ditadura militar, com Sarney, Collor de Melo, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Lula e com Dilma, de quem tomou o poder. Por fim, mudou o governo, mas a situação do país continua caótica, com ataques do governo contra a classe menos favorecida, com ameaças de mexer no regime da Previdência Social, nas aposentadorias, no aumento da idade para se aposentar, medidas essas que não ferem os direitos de vereadores, governadores, deputados estaduais e federais; prefeitos, senadores e o próprio presidente da República, além dos ministros do STF e da magistratura, que recebem salários de marajá se comparados ao mísero salário mínimo pago à maioria da população.
Isso não é democracia; isso não é respeito à constituição que prevê igualdade para todos.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Deu no G1: STF derruba leis que obrigavam bloqueio de celular em presídio

Fiquei estarrecido ao ler no G1, o site de notícias da Rede Globo, nesta manhã, que o Supremo Tribunal Federal decidiu, por maioria de votos, derrubar leis estaduais que obrigam operadoras de telefonia móvel a bloquear as comunicações nos presídios em vários estados. Com esta decisão, a corte praticamente atende aos presidiários do Rio Grande do Norte que estão praticando toda sorte de crimes naquele Estado, exatamente porque não podem se comunicar, de dentro do cárcere, com as famílias e com o crime organizado. E a gente sabe que esses bandidos comandam o crime, mandam matar, roubar e esfolar, mesmo estando atrás das grades. Abaixo, a matéria do G1:
“O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (3), por oito votos a três, derrubar a validade de leis estaduais de Bahia, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina que obrigam operadoras de telefonia celular a instalarem equipamentos para bloqueio do sinal nos estabelecimentos prisionais.
Na avaliação da maioria do STF, somente a União pode legislar sobre telecomunicações e, portanto, as leis em vigor nos estados são inconstitucionais. Os ministros destacaram que as empresas de telefonia não podem sofrer o ônus de gastar mais com os bloqueadores em razão das leis estaduais.
O Supremo analisou cinco ações apresentadas pela Associação Nacional das Operadoras Celulares (Acel) contra as leis dos quatro estados e considerou procedente as ações, declarando a inconstitucionalidade das leis.
A associação argumentava, entre outras questões, que o bloqueio impedia o serviço para consumidores que vivem nos arredores dos presídios, uma vez que tecnicamente não seria possível bloquear somente no estabelecimento penal.
Quatro ministros relataram as cinco ações: Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luiz Edson Fachin. Deles, somente Fachin entendeu que as leis estaduais eram válidas.
Marco Aurélio, Gilmar, Toffoli, Teori Zavascki, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski entenderam que compete à União criar leis sobre telecomunicações. Ficaram vencidos, a favor das leis estaduais, Fachin, Luís Roberto Barroso e Rosa Weber.
O presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, que também comanda o Conselho Nacional de Justiça, citou que o Brasil tem 1.424 mil estabelecimentos prisionais no país. Para ele, não se pode impor que as operadoras criem os bloqueios e tenham que gastar os valores.
"Impor às operadoras manter o bloqueio, creio eu, que teremos claramente um desequilíbrio na equação econômica e financeira dos contratos de concessão", disse Lewandowski.

Busca de solução nacional para bloqueios

Gilmar Mendes, que votou contra as leis estaduais, destacou que conversou com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, e ouviu dele que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) discute uma solução nacional para bloquear o sinal de celular nos presídios.
"Não podemos agir sem reparar nas consequências que isso tem no sistma como todo. Precisa ser tratado de forma nacional, de forma global. Isso afeta responsabilidades das empresas perante o sistema", disse Mendes.

Rio Grande do Norte

O tema do bloqueio de celulares ganhou destaque nos últimos dias por conta dos ataques a ônibus, prédios públicos e unidades policiais no Rio Grande do Norte. De acordo com o governo do estado, a instalação de bloqueadores de celular na Penitenciária Estadual de Parnamirim, na Grande Natal, é o motivo dos atentados. Desde sexta-feira (3), foram registrados ao menos 90 ataques em 33 cidades do Estado.
O decano do Supremo, ministro Celso de Mello, destacou a situação do Rio Grande do Norte. Apesar de entender que somente a União poderia criar uma regra impondo o bloqueio, ele defendeu uma solução para o tema.
"No Rio Grande do Norte, uma conhecida organização criminosa, que domina todo sistema penitenciário nacional, essa organização criminosa está promovendo ataques indiscriminados a bens particulres, a agentes, nao há dúvidas de que é preciso resolver essa questão", afirmou Celso de Mello.

Os ministros que ficaram vencidos entenderam que os estados não estavam legislando sobre telecomunicações, mas sim criando regra sobre segurança pública. "A segurança pública é interesse nacional que sobrepuja o interesse individual de usar o celular", afirmou Barroso.

Acompanhando a neta

Victtorya ao lado de sua queria vovó Nazaré
Ontem aconteceu o aniversário de seis anos de minha neta Izabelly Victtorya, menina que venho acompanhando com amor e carinho desde o nascimento. É uma tropa de netos e ainda há uma bisneta, a Maria Clara. A Victtorya mora conosco e nossa casa é o seu mundo, sua vida.
Minha mulher queria fazer uma festinha, semelhante a que realizou ano passado, nos cinco anos da nossa "bebezinha" com direito a filme e tudo o mais que uma criança merece de alegria com seus amiguinhos. Neste ano, mudamos. Compramos os presentes que ela queria e fomos comer uma pizza em um shopping de Belém, onde ela brincou, correu, ficou feliz.
Muito engraçado foi que a avó dela escrevia umas palavras no papel que depois colocaria em seu facebook. A Victtoria apareceu e perguntou o que a avó estava fazendo. Nazaré Sarmento Barbosa, minha senhora, disse que escrevia uma carta para Jesus, pedindo a Ele que atendesse aos apelos de Victtorya que desejava ganhar uma certa boneca.
E assim, a menina, que é paralta por natureza e vale por dez meninos peraltas sozinha, se acalmou.
Foi uma forma didática e simples de também evangelizar nossa menina que, depois, emocionada, viu que Jesus atendeu ao pedido de sua avó. Não foi mentira não. Se Ele não ajudasse, como minha senhora compraria o presente do gosto da Victtorya? Eu tenho fé e acredito que Ele nos ajuda, nos acompanha em todos os momentos.
Desta forma, mais uma vez, pudemos ver o sorriso de uma criança feliz que, depois, concluiu, ela mesma: "Foi mesmo, vovó, Jesus mandou meus presentes, minha boneca".
Linda bebê!

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Sufoco sem água em Mosqueiro

Não é a ilha toda, mas, pelo menos a Vila, o bairro do Maracajá e parte do Chapéu Virado, em Mosqueiro, distrito balneário localizado a 70 quilômetros do centro da capital paraense, está sem água desde o dia 4 de julho. O veraneio 2016 foi vivido a peso de baldes de água, carretel, corda e balde nos poços, além de perfuração de poços artesianos por vários pontos da ilha.
Pior, a Cosanpa, que herdou todo o acervo do antigo Saeb (Serviço de Água e Esgoto de Belém), já mandou a conta para as casas dos consumidores que não tiveram um pingo de água em suas torneiras.
Tem muita gente em Mosqueiro que diz que não vai pagar conta de água que não recebeu; outros já até pagaram as suas contas para evitar maiores problemas.
Mas, uma coisa é certa, seja Cosanpa, seja Saeb, trata-se de um serviço público de grande utilidade. Então, seja qual o problema for, a empresa deveria ter uma segunda opção para atender ao público, e isso não aconteceu. O resultado foi que, o veranista que decidiu, mesmo diante da dificuldade, permanecer em Mosqueiro, teve de se arrumar com pedido de água para os vizinhos.
Surgiu uma história de que em julho, férias escolares, aumenta o consumo e, assim, fica difícil atender a todos com abastecimento de água. Todavia, isso não é desculpa, haja vista que a vila é um distrito balneário, pronto para o recebimento de grande fluxo de turistas durante as temporadas. Ademais, esta é a primeira vez que, liberalmente, toda a população ficou sem um pingo d'água na torneira o mês todo em todos os horários.
A culpa caiu sobre o governador Simão Jatene, sobre o prefeito Zenaldo Coutinho, que busca a reeleição, sobre os vereadores que estiveram em Mosqueiro pedindo votos daquele povo sofrido e sobre a agência distrital da Prefeitura Municipal de Belém.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Mais uma prova de displicência com o crime

Falava ontem sobre a impunidade que impulsiona o crime neste país e aproveitei para mostrar o quanto temos responsabilidade com essa proliferação malévola por meio das pessoas que elegemos, sem poupar críticas ao judiciário, legislativo e executivo, todos com seus agregados. Hoje volto a carga, agora, em relação a representantes do Ministério Público - não é a instituição em si -, que na ânsia de "cumprir a lei" ou de se fazerem pertinentes com suas decisões, terminam por fazer grandes burradas.
Um certo delegado de Polícia Civil, diretor de uma certa divisão de polícia especializada, investigando um caso de trambique milionário na Grande Belém, envolvendo empresa transportadora, identificou o empresário bandido que aplicou golpes que passam dos R$ 8 milhões.
Incontinenti, o policial pediu a prisão preventiva do indiciado que já prestou depoimento à Polícia. No entanto, o delegado ficou aborrecido, diria decepcionado quando foi informado que um certo promotor de Justiça opinou pela não decretação da prisão, sob alegação de que ainda carecia de mais elementos para que o criminoso fosse posto atrás das grades.
O policial, que não quer seu nome revelado, disse que, diante desse fato, só lhe resta concluir o inquérito e encaminhá-lo para que a Justiça mesma se pronuncie acerca do que deve ser feito contra o acusado.
No entanto, o policial me disse que isso é mais uma prova de que cadeia não foi feita para quem tem dinheiro e que, em caso de estelionato, que também é um roubo sem armas, os criminosos engolem o dinheiro todo, podem até ir para a caceia - o que é muito difícil -, mas ali não vão demorar e as vítimas é que ficarão, realmente, prejudicadas, sem as somas que perderam. É um dos fatos repugnantes que as leis brasileiras permitem e que a gente vê acontecer todos os dias e ficamos sem poder fazer nada, haja vista que o poder está nas mãos de quem não devia, ou seja, de quem só olha para o próprio umbigo.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Impunidade impulsiona o crime

Todos os dias estamos vendo na tv, ouvindo no rádio, lendo nos jornais sobre assassinatos misteriosos, execuções a sangue frio, como no caso do comerciante que o bandido chegou, sacou a arma e disparou sem se importar com as câmeras, sem ter o cuidado de esconder o rosto. São assaltos a pessoas, a ônibus, a bancos. Cidades são sitiadas por marginais que invadem agências bancárias, sequestram pessoas. Enfim, toda modalidade de crime, cada um mais violento que o outro.
Fala-se que a polícia só aparece depois do ocorrido; que o governo não tem poder de combater o crime; que está tudo errado.
Errado sei que está, mas não levamos em consideração a questão das leis que existem e que só protegem bandidos. São tantos direitos que esses facínoras têm que a vida das pessoas virou uma piada. É, uma piada. E o pior, quem faz essas leis são um bando de crápulas que nós elegemos. Está lá o congresso mergulhado num atoleiro de excrementos, cheio de vadios que em nada nos representam, mas sim e tão somente a eles mesmos. E eu não isento o governo desse descalabro; tão pouco o judiciário e o ministério público.
A verdade, é que os bandidos, os criminosos, de um modo geral, estão tão certos da impunidade, que nada lhes faz pensar um pouco antes de agirem. E quando falo em bandidos, não tem essa de idade não. São todos, de todas as idades.
Ninguém mais se escandaliza com os bandidos, com o que eles fazem. Só lamenta-se, mas a barbárie virou vala comum.
A gente fala nos quatro cantos deste país em insegurança, mas deveremos começar a pensar nessa segurança já a partir dessa eleição que se aproxima, em que, mais uma vez, seremos obrigados a sair de casa para votar no legislativo municipal, onde vereadores já criaram coisas ridículas, do tipo do Dia do Vizinho.
Aqui no Estado do Pará, são várias as prefeituras que somente nesta legislatura já tiveram mais de três prefeitos, como Marituba, na zona metropolitana de Belém, e Marapanim, no nordeste do Pará, só para citar dois casos. E o que mudou na vida dessas pessoas no quesito segurança não foi absolutamente nada, porque, no meio dessa parafernália toda tem um câncer chamado corrupção, a mesma que derrubou o governo federal e deixou o país neste atoleiro em que nos encontramos, com tudo parado, e falando-se apenas em aumentar a carga tributária, na qual o mais penalizado será o pobre, como sempre. E deveria se seguir a constituição, que prevê que todos os cidadãos são iguais perante a lei, o que não parece ser verdade no Brasil, onde apenas as pessoas sem dinheiro são presas e apodrecem na cadeia, porque, quem tem dinheiro, rápido, ganha liberdade condicional, fica em prisão domiciliar ou com direito a sair da prisão durante o dia.

 
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